O que é Câncer

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O câncer também é conhecido como tumor ou neoplasia maligna. É um termo genérico para um grande grupo de doenças caracterizadas pelo crescimento de células anormais, além de seus limites habituais, que podem infiltrar tecidos vizinhos e/ou se espalhar para outros órgãos.

Na essência, o câncer é um uma doença genética. Alterações no código genético ocasionam mudanças no funcionamento, principalmente relacionados ao crescimento e divisão celular, podendo até mesmo impedir a morte programada das células. Essas alterações podem ser herdadas e transmitidas ao longo de gerações ou adquiridas por fatores externos, responsáveis pela mutação

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Figura 1 - Célula normal e DNA suscetível a transformação maligna

Nosso código genético, com produção de proteínas de reparo e o sistema imune, é preparado para atuar evitando as ameaças de possíveis mutações ocorridas no nosso organismo. Os idosos, entretanto, são os mais suscetíveis a estas alterações, devido à queda de funcionalidade sistêmica, própria do envelhecimento.

Pressupõe-se, que nos mais jovens, esses sistemas de defesa sejam mais eficientes, uma vez que apresentam o organismo em plena fase de desenvolvimento, com o metabolismo celular a todo vapor,  proporcionando maior equilíbrio. Entretanto, o câncer é uma das principais causas de morte por doença, inclusive entre crianças e adolescentes, em todo o mundo, e aproximadamente 300.000 crianças, de 0 a 19 anos, são diagnosticadas com a doença todo ano.

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Figura 2 - Síntese protéica e proteínas de reparo.

Considerada a segunda principal causa de óbito por doença no mundo, estima-se que, em 2018, 9,6 milhões de pessoas faleceram por decorrência do câncer. Nos homens, o câncer de pulmão, próstata, colorretal, estômago e fígado são os tipos mais comuns, enquanto, nas mulheres, prevalecem o câncer de mama, colorretal, pulmão, colo do útero e câncer de tireoide.

O uso do cigarro, bebida alcoólica, dieta não saudável e falta de atividade física são os principais fatores de risco de câncer em todo o mundo. Além disso, 15% das neoplasias diagnosticados são atribuídas a infecções carcinogênicas, incluindo Helicobacter Pylori (o vírus da gastrite), vírus do papiloma humano (HPV), vírus da hepatite B, vírus da hepatite C e vírus Epstein-Barr.

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Figura 3 - Fatores de risco para câncer

O custo econômico anual para o tratamento do câncer, em 2010, foi estimado em aproximadamente US$1,16 trilhão. No entanto, sabe-se que 30% a 50% dos cânceres podem ser prevenidos, evitando-se fatores de risco e fazendo rastreamento adequado, o que reduz o custo do tratamento. O objetivo do rastreamento é a detecção das lesões pré-malignas e do tumor precoce.

Didaticamente, dividimos os tumores ou neoplasias em 2 tipos: benignos e malignos (popularmente conhecido como câncer).

No câncer, as células têm a capacidade de se espalhar para outras partes do corpo, invadindo e se propagando pela corrente sanguínea e/ou vasos linfáticos do corpo. O processo de disseminação da doença para outros órgãos é denominado de metástase (popularmente conhecido como doença espalhada ou enraizada).

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Figura 4 - O câncer e sua capacidade de invadir tecidos

Os tumores benignos podem causar problemas como crescimento exagerado, provocando compressão, obstruções de estruturas ou vísceras, sangramentos, alterações funcionais e estéticas. Entretanto, não têm capacidade de invasão de outros órgãos e tecidos.

Atualmente, há várias modalidades de tratamento para o câncer: Cirurgias, Radioterapia e Quimioterapia, isoladas ou associadas. Há também outras modalidades de tratamento, sempre na dependência da atuação de equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, psiquiatras, odontólogos e voluntários).

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Figura 5 - Cirurgião

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Figura 6 - Radioterapia

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Figura 7 - Quimioterapia

Diagnóstico e estadiamento

No Brasil e no mundo existem diversos protocolos de rastreamento para diagnóstico precoce das neoplasias. Para cada doença, uma abordagem adequada, baseada em evidências científicas de acordo com seu comportamento biológico, compartilhados entre médico e paciente.

A prevenção é a melhor arma contra o câncer, e, portanto, se faz necessário:

  • Cessar o tabagismo e etilismo;
  • Controle de obesidade;
  • Vacinar contra o HPV e o vírus da hepatite B;
  • Controlar riscos ocupacionais;
  • Reduzir a exposição à radiação ultravioleta;
  • Reduzir a exposição à radiação ionizante (imagiologia médica ou profissional).
  • Cada um, fazendo sua parte, ajudará a equilibrar esta batalha.

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    Informações em vídeo apresentadas pelo Dr. Bernardo Fontel Pompeu e pela Dra. Fernanda Bellotti Formiga, além de profissionais convidados.